terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Osteopatia

Osteopatia é um tratamento surgido nos EUA, cujo criador foi o Dr. Andrew Taylor Still (1828-1917), que apresentou os princípios desta terapia natural.
É um sistema de avaliação e tratamento, com metodologia e filosofia própria, que visa restabelecer a função das estruturas e sistemas corporais, agindo através da intervenção manual sobre os tecidos (articulações, músculos, fáscias, ligamentos, cápsulas, vísceras, tecido nervoso, vascular e linfático).
A osteopatia deve ser desmistificada, pois está baseada na anatomia, na fisiologia e semiologia, não deve ser considerada esotérica e sim cartesiana, não há receitas, mas sim um tratamento que se baseia em exame osteopático.
A validade da osteopatia é tão concreta que é recomendada e incentivada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como prática de saúde.
Dentro da filosofia osteopática a importância dada aos processos naturais do corpo é enorme e, por esse motivo, grande parte dos conceitos osteopáticos e mesmo seus procedimentos de tratamento são pautados nos mecanismos reguladores do sistema nervoso central e autônomo. Apenas fisioterapeutas podem ser osteopatas, desde que possuam curso de especialização na área.
No Brasil, apenas fisioterapeutas podem tornar-se osteopatas.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

POSTURA E COMPUTADOR

Postura no uso do computador
- Será que podemos fazer a máquina computador se harmonizar bem com a máquina humana?
- É claro que sim, bastam alguns pequenos cuidados:
1. Utilize mesa e cadeira ergonômicas;
2. A mesa deve ter uma altura adequada, devendo o topo do monitor ficar na direção dos olhos;
3. A cadeira deve possuir encosto, braços e altura reguláveis;
4. Quando sentar, os joelhos deverão ficar em ângulo de 90º, em relação aos tornozelos e quadris;
5. Os cotovelos, em 90º, em relação aos punhos e ombros;
6. Evite o uso de talas que coloquem os punhos em extensão (virados para cima), pois esta posição não irá obedecer a biomecânica do movimento de teclar, o que favorecerá o surgimento de lesões;
7. De hora em hora faça alongamentos nas mãos, braços e pescoço. Caminhe um pouco para ativar a circulação;
8. Mantenha postura todo o tempo, com a região lombar bem apoiada e a cervical alinhada, para que os músculos das costas não enfraqueçam e com isso favoreçam a dores;
9.Se você não consegue manter uma boa postura por causa de dor é bem provável que a sua musculatura já esteja adaptada ao erro. Daí é importante fazer uma avaliação com um fisioterapeuta especialista em postura, coluna .
10. Pense no seu corpo e jamais delete sua postura.
fonte- ministério da saude

BOA POSTURA

RPG o Segredo da Boa Postura A Reeducação Postural Global traz inúmeros benefícios para atletas e praticantes de atividades físicas. A técnica tem sido encontrada em academias e clínicas de estética, com o intuito de integrar benefícios para a postura. Uma decisão pode mudar e melhorar toda a sua vida. Muitas pessoas têm considerado a atividade física um dos principais fatores para melhorar a qualidade de vida – o grande desafio da sociedade moderna. No entanto, em muitos casos ainda é preciso integrar a atividade física à saúde corporal, respeitando os limites do corpo e da mente.
Nosso corpo passa por transformações ao longo dos anos, e até mesmo os esportistas não estão livres de terem problemas de postura. Segundo o fisioterapeuta Oldack Borges de Barros, presidente da Sociedade Brasileira de RPG (Reeducação Postural Global), os praticantes de atividade física correm o risco muito grande de terem algum desvio de postura por não fazerem do alongamento uma prática constante nos treinamentos e, conseqüentemente, acabam tendo maus hábitos, que podem levar a desvios na postura, muitas vezes não aparente.
Criar desequilíbrios aos músculos é mais comum do que se imagina, o simples ato de sentar de forma errada pode causar muitos danos a estrutura do corpo. O estudante de publicidade José Lourenço, em apenas uma sessão de RPG conseguiu obter bons resultados. “ Comecei a treinar musculação há pouco tempo e não fazia nem idéia que tinha problema de postura. O instrutor da academia me orientou que procurasse um profissional de RPG. Na primeira sessão já consegui me sentir melhor. Foi muito bom, porque não achava que fosse me prejudicar, só agora percebo a diferença que faz”, expõe.
A RPG é essencial para atletas iniciantes ou profissionais. “O atleta desenvolve lesões relacionadas à sua prática esportiva e temos que minimizar ao máximo as conseqüências do esporte praticado. A RPG no esporte tem um papel fundamental para reduzir os traumas e lesões e para aumentar a performance do atleta”, explica o Dr. Alamiro de Carvalho, do Instituto de Reeducação Postural Global.
Na infância, conforme explica Dr. Barros é comum surgir os primeiros sintomas de desorganização do sistema muscular. Nesta fase a criança se desenvolve muito rápido, mais que o próprio osso, gerando uma má postura. O corpo, de uma certa forma, rejeita essa posição, no entanto, ainda não pode ser considerada uma lesão. “Neste caso chamamos de tratamento preventivo/estético. Com o passar do tempo se não for feito o tratamento adequado à essa disfunção, as lesões podem se estruturar e se transformar em problemas”, explica Barros.
O fisioterapeuta alerta ainda sobre a importância de procurar auxílio de um profissional assim que for percebido os primeiros sintomas de má postura ou dores constantes. Barros deixa claro que o tratamento independe da idade e deve ser feito o mais cedo possível. Técnica de tratamento para PosturaA RPG é uma técnica terapêutica, que tem como princípios trabalhar os músculos que são formados pelas fibras estáticas (músculos antigravitários responsáveis pela nossa posição ereta, e fibra dinâmicas) responsáveis pelos nossos movimentos amplos em todas as direções do espaço. “Para, sermos eficazes terapeuticamente devemos considerar esta diferença e trabalhar esta musculatura diferenciadamente, expõe Dr. Carvalho.
Essa reeducação postural é utilizada, essencialmente, para lidar com finalidades curativas. O diagnostico é individual e específico para cada paciente. “Tratamos a patologia de acordo com as necessidades de cada paciente, em muitos casos ele expõe o problema superficialmente, cabe a nós os profissionais, descobrir a raiz do problema” afirma Barros.
É a partir do relato de cada paciente, que o fisioterapeuta faz uma observação do corpo, para avaliar qual o melhor tratamento, dividindo-o em algumas partes: cervical, ombros (cotovelo, punho e mão), dorsal, lombar, quadril, joelho e pés (ante-pé e retro-pé).
Para obter bons resultados no tratamento é necessário descobrir a relação que existe entre uma simples dor do ombro com o resto do grupo muscular. “Conhecer os hábitos do paciente é extremamente importante, porque uma dor de ombro exposto por uma pessoas com determinadas características, jamais será igual ao de outra, pois as pessoas são diferentes e vivem de forma diferente”, explica Barros.
Durante o tratamento a respiração é trabalhada de forma específica para cada caso, proporcionando um alongamento muscular e melhorando a funcionalidade entre a respiração e a postura. “A RPG proporciona um relaxamento respiratório, pois trabalhamos também o principal músculo responsável pela respiração (diafragma), tornando o tratamento global, ou seja, tratamos o corpo como um todo”, elucida o fisioterapeuta. Tratamento Estético A exigência com a beleza está cada vez mais acentuada. Cada um a seu modo está incorporando as vantagens que os avanços tecnológicos e as novas técnicas apresentam. De acordo com o Dr. Barros, a RPG pode ser utilizada para tratamentos estéticos e preventivos da má postura. “Algumas pessoas apresentam crescimento exagerado em pouco tempo, criando uma postura inadequada, assim como hábitos da vida diária e esportes de composição, levam a disfunções dos músculos e ossos”.
As clínicas de estética acostumadas a lidar com as necessidades de um público altamente exigente, quando se trata de beleza, tem acrescentado na lista de serviços prestados a RPG. Para Barros, a técnica traz muitos benefícios se forem integrados a outras técnicas de estética, mas ele adverte: “A RPG não pode ser considerada uma técnica para redução de peso. Não é adequado utiliza-la para essa finalidade, porque a RPG não apresenta grande queima de calorias durante a sessão”.
As academias também entraram na lista dos estabelecimentos que estão oferecendo a RPG, como fonte de proporcionar benefícios integrados aos praticantes de exercícios.
Fonte: Sociedade Brasileira de RPG

LESOES DO JOELHO

Lesões do joelho

"O joelho é uma articulação de extrema importância, sendo composto pelos ossos da coxa (fêmur) e da perna (tíbia), além da patela (antigamente chamada de rótula). A junção desses ossos depende de estruturas de suporte, como ligamentos, a cápsula da articulação e os meniscos, que garantem a estabilidade da mesma". Os meniscos são pequenas estruturas em forma de disco, que possuem as funções de absorção de impactos, permitir que os ossos se articulem adequadamente e aumento da estabilidade da articulação. Em cada joelho encontramos dois meniscos. Os ligamentos são estruturas que funcionam também para dar estabilidade à articulação, limitando alguns movimentos e impedindo que os ossos saiam de seu lugar normal. As lesões de joelho são bastante comuns em indivíduos que praticam esportes, e que estão submetidos a exercícios que levam a impacto importante nessa articulação. O sofrimento crônico da articulação pode levar a dor, desgaste, problemas para andar, entre outros. Por isso, é importante que as pessoas que pretendem praticar exercícios procurem orientação médica/fisioterapêutica antes e durante essa prática, de forma a evitar complicações futuras. As lesões de menisco são raras na infância, ocorrendo principalmente no final da adolescência, com pico na terceira e quarta décadas de vida. A principal causa é o trauma ("acidentes agudos") da articulação, porém, após os 50 anos de vida deve-se principalmente a artrite do joelho. O menisco pode apresentar vários tipos de lesão: rupturas parcial, total e complexas. Além disso, a ruptura do menisco pode ocorrer sozinha ou associada à ruptura de ligamento. O indivíduo, geralmente, conta uma história de queda, rotação do joelho ou outro trauma, sente dor no joelho, apresenta-se mancando e a articulação mostra crepitações (barulhos, estalos) e limitação do movimento (o joelho não consegue se mover em todas as direções na amplitude normal). Nos casos de lesões leves e em que o paciente não está sentindo nenhum sintoma, não é necessária cirurgia. Já nos casos de dor persistente, pode ser realizado um exame chamado artroscopia. Nesse exame, um aparelho é introduzido na articulação e permite que o médico veja diretamente as lesões presentes. Durante o exame, pode ser feito o tratamento, com retirada da parte rompida do menisco. A recuperação total da função do joelho ocorre em 4-6 semanas. As lesões de algumas partes do menisco não precisam ser retiradas, pois elas recebem bastante sangue da circulação, e isso facilita a cicatrização da ruptura. Já as grandes rupturas exigem o reparo. Em alguns casos, é necessário também a reconstrução de um ligamento do joelho, para ajudar na estabilização da articulação e impedir que o joelho adquira uma movimentação anormal. Sabe-se que a retirada do menisco, em idade precoce, está associada a um risco maior de osteoartrite em idade mais jovem. Uma alternativa, que previne essa complicação, é o transplante de menisco, que leva a bons resultados. No futuro, outros tratamentos poderão permitir a regeneração do menisco. Os ligamentos trabalhem em conjunto com os meniscos, e freqüentemente nas lesões agudas, ocorre comprometimento de mais de uma estrutura. Nas lesões de ligamentos, podemos observar estiramento com ou sem instabilidade do joelho ou ruptura completa do mesmo. Essas lesões acontecem muito comumente em atividades esportivas, quando o pé está fortemente apoiado no chão e a perna sofre uma rotação brusca. O indivíduo pode sentir o estiramento/ruptura do ligamento, e é incapaz de continuar a atividade que estava praticando. Alguns ligamentos são lesados mais freqüentemente do que outros, e cada um requer um tipo específico de tratamento. O paciente apresenta forte dor e pode mostrar também espasmos musculares. Em alguns casos, há derramamento de sangue dentro do espaço da articulação, uma situação chamada hemartrose. O médico sempre deve pesquisar uma possível lesão de menisco associada. Existe também a possibilidade de o comprometimento do ligamento ser crônico e o indivíduo conta que o joelho às vezes não completa o movimento. Freqüentemente, nesses casos, esses pacientes não procuram o médico logo que os sintomas iniciam-se, mas quando surgem outros sintomas como fraqueza muscular e piora da capacidade para andar. O tratamento indicado, como já dissemos, vai depender do ligamento lesado e da gravidade da lesão. Pode ser necessária reconstrução cirúrgica, especialmente em atletas. O processo de reabilitação, após a cirurgia, é de extrema importância para garantir a mobilidade completa da articulação. A grande maioria dos casos atinge recuperação completa ou quase completa da movimentação normal do joelho. O deslocamento de patela é uma importante causa de hemartrose e deve sempre ser pesquisado nos casos de trauma agudo do joelho. Essa lesão ocorre quando o joelho está dobrado e a perna sofre uma força de "rotação para fora". É mais comum em mulheres, na segunda década de vida. O indivíduo relata que a patela (rótula) deslocou "para fora", ou então pode falar que o restante do joelho deslocou "para dentro". Porém, geralmente, o deslocamento só é visualizado na hora em que ocorre, pois a redução (ou seja, a volta da patela para seu lugar normal) ocorre quando a pessoa estica a perna. Quando o médico examina o joelho, o paciente vai queixar dor e desconforto quando a patela é movimentada ou quando o joelho é dobrado. Existem várias formas de tratamento para essa lesão, incluindo imobilização imediata associada a exercícios para fortalecimento muscular, imobilização com gesso por 6 semanas seguida de reabilitação, cirurgia, etc. É importante que se faça um estudo da presença de possíveis fatores predisponentes. Se o deslocamento ocorrer novamente, é necessário fazer um realinhamento da patela. A ruptura de tendões dos músculos da coxa e da patela pode resultar de uma contração muscular excêntrica, como ocorre, por exemplo, quando um atleta tropeça e tenta não cair. A ruptura do tendão do músculo quadríceps (músculo da coxa) ocorre mais freqüentemente após os 40 anos de idade. Geralmente, o tendão apresenta algumas alterações degenerativas, o que reforça a hipótese de que tendões normais não se rompem. Raramente, ocorre nos dois membros inferiores. A principal característica é que o paciente não consegue esticar a perna e, quando isso é tentado, observa-se a formação de um "buraco" logo acima da patela. O tratamento é cirúrgico. A ruptura do tendão da patela ocorre em indivíduos com menos de 40 anos de idade. O paciente não consegue esticar a perna, ativamente. A patela encontra-se deslocada para cima e pode-se sentir um defeito abaixo dela. O tratamento também é cirúrgico.
Fonte-www.portalfisioterapia.com.br

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CONSULTÓRIO DE FISIOTERAPIA EM PARCERIA COM CURSO FMB EM CURITIBA !

CONSULTÓRIO DE FISIOTERAPIA EM PARCERIA COM CURSO FMB CURITIBA !

· FISIOTERAPIA CONVENCIONAL
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TRATAMENTOS:
ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA GERAL
( LESÕES DO OMBRO, JOELHO, COTOVELO ...)

DISFUNÇÕES DA COLUNA VERTEBRAL EM GERAL
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DISFUNÇÕES RESPIRATÓRIAS

NEUROLOGIA GERAL
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DR.GABRIEL J. FAVARO-(CREFIT0 88851-F) ESPECIALISTA EM ACUPUNTURA, ESPECIALIZAÇÃO ACADÊMICA EM FISIOTERAPIA CARDIO-RESPIRATÓRIA,ESPECIALIZANDO EM OSTEOPATIA. FISIOTERAPEUTA DE ATLETAS DE NIVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.

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DORT( DOENÇAS OSTEO MUSCULARES RELACIONADAS AO TRABALHO.

Estágios da DORT e seus respectivos sinais e sintomas .

PrognósticoGrau I - Sensação de peso e desconforto no membro ou na região afetada, dor espontânea e ocasional durante a jornada de trabalho que melhora com o repouso, ausência de sinais inflamatórios. Prognóstico - Bom

Grau II - Dor mais persistente e intensa, porém tolerável, surge de forma intermitente durante a jornada de trabalho, dor mais localizada, mas pode irradiar-se, sensações de calor e formigamento, pode ocorrer alteração da sensibilidade tátil, sinais inflamatórios ausentes ou pouco aparentes, resistência e dor durante a palpação não altera significantemente .Prognóstico-Favorável

Grau III - Dor persistente, intensa e com irradiação bem definida, presente dentro e fora do trabalho, repouso diminui a intensidade da dor, porém esta não desaparece, perda de força muscular, parestesias(amortecimento) e alterações da sensibilidade, palidez, hiperemia e sudorese no local acometido, mobilização e palpação provoca dor forte comprometida e às vezes impossibilitada. Prognóstico -Reservado

Grau IV - Dor forte, contínua e às vezes insuportável levando ao sofrimento intenso, movimentos suaves podem acentuar a dor, irradiação por todo membro, diminuição da força muscular, com constante perda dos movimentos, edema persistente, deformidades por fibrose, reduzindo a drenagem linfática, depressão, ansiedade e angústia.Invalidez pela impossibilidade de realizar qualquer tipo demovimentação. Prognótico-Sombrio

Fonte: Deliberato, 2002.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Fisioterapia na prevençao e tratamento de pacientes hospitalizados

Fisioterapia: Fator de Prevenção e Tratamento em Pacientes Hospitalizados

Em pacientes hospitalizados é comum o aparecimento de alterações decorrentes da imobilidade prolongada a que são submetidos. Normalmente os sistemas respiratórios, cardiovascular e neurológico dos pacientes são afetados podendo, inclusive, acarretar problemas mais graves, como pneumonias, tromboses, etc.

A fisioterapia realizada nesses pacientes visa a prevenção e o tratamento de doenças respiratórias e alterações que acompanham as doenças neurológicas, ortopédicas, cardiovasculares e clínicas em geral.
No sistema respiratório a imobilização continuada promove uma diminuição da força de seus músculos. Em decorrência disso, a capacidade e o volume pulmonar são alterados e a difusão alvéolo capilar sofre modificação, prejudicando o bom desenvolvimento do sistema.Entre as principais alterações cardiovasculares estão as diminuições da eficiência da bombas musculares. Isso significa uma diminuição do retorno venoso, aumentando o risco de trombosevenosa profunda. A hipotensão postural é outra conseqüência dessas alterações que se destacam no sistema cardiovascular.
Para cada semana de imobilização há uma queda de 20% da força muscular. A atrofia muscular pode resultar em falta de coordenação motora e osteoporose quando o paciente é submetido a um grande período de imobilidade. Para pacientes neurológicos pode ocorrer ainda um déficit motor, acarretando problemas como ineficácia do reflexo de deglutição, o que significa maior risco de aspiração pulmonar, alerta a fisioterapeuta.
IdososO cuidado com o paciente independe da idade, contudo pacientes idosos necessitam de atenção especial. A idade aumenta o risco de morbidade e mortalidade, em decorrência da natural deterioração das funções pulmonares e cardiovasculares. É comum que pacientes idosos apresentem rigidez na caixa torácica com alterações da mecânica respiratória, deficiência do reflexo de tosse o que leva a um maior risco de infecções respiratórias.
CirurgiasPacientes submetidos a cirurgias torácica, abdominal superior, portadores de doenças pulmonares, obesos, maiores de 70 anos e aqueles com histórico de fumo são candidatos à avaliação e acompanhamento no pré e pós-operatório. No pós-operatório o objetivo da fisioterapia, "é prevenir atelectasias, ou seja, falta de dilatação dos pulmões (principal causa de febre nas primeiras 48 horas após a cirurgia) e infecções respiratórias". Essa prevenção é feita através do aumento da capacidade residual funcional do paciente.
Numa cirurgia abdominal importante pode haver perda de 60 a 75% da capacidade vital e a capacidade residual pode cair a valores até 20% do normal. No caso de pessoas obesas a mecânica respiratória é agravada em função do achatamento do diafragma, diminuição da expansibilidade da caixa torácica e complacência pulmonar. Além disso, os obesos podem apresentar alterações circulatórias e metabólicas.
Um trabalho de fisioterapia bem feito, tanto no pré como no pós-operatório, poderá significar a diferença entre um resultado de tratamento mal sucedido para um bem sucedido.

Fonte- http://www.portaldafisioterapia.com.br/

Fisioterapia prolonga a independência de idosos com Alzheimer e retarda progressão da doença


Embora em sua fase inicial a doença traga apenas perdas cognitivas e de linguagem, a fisioterapia deveria ser iniciada logo após o diagnóstico. Tratamento traz benefícios aos idosos ao aumentar seu equilíbrio e força muscular

Pacientes com Alzheimer deveriam fazer fisioterapia desde o início do diagnóstico. A recomendação é da fisioterapeuta Eliane Mayumi Kato. Embora na fase leve a doença atinja apenas a parte cognitiva e comportamental do doente, a fisioterapia pode colaborar com a diminuição do avanço da doença. "Os exercícios podem minimizar quedas, danos motores e prolongar a independência dos pacientes", diz Eliane.

Em pesquisa defendida recentemente na Faculdade de Medicina (FM) da USP, Eliane mostrou que a fisioterapia é importante para diminuir a progressão da doença. "Por meio de exercícios, a prática pode manter o paciente na mesma fase pelo maior tempo possível", explica. O treino das atividades do dia-a-dia, como subir a escada ou escovar os dentes, ajuda a melhorar o equilíbrio, diminuindo a dependência dos idosos. O fortalecimento muscular também ajuda na prevenção de quedas.

Os fisioterapeutas também são importantes para orientar os cuidadores a fazer as adaptações necessárias na casa do paciente, como a instalação de barras de apoio no box do banheiro, a retirada de tapetes e uso de iluminação adequada para facilitar sua locomoção e diminuir os riscos de quedas. "Os idosos já possuem, normalmente, alterações de equilíbrio, mas naqueles que têm a doença de Alzheimer elas são ainda maiores" diz a fisioterapeuta.

Na fase mais avançada da doença, quando o paciente passa a maior parte do tempo restrito ao leito, a fisioterapia é importante tanto para orientar os cuidadores sobre como transferir corretamente os doentes na cama quanto para minimizar as complicações da síndrome do imobilismo. Entre as possíveis conseqüências desse problema estão o encurtamento dos músculos e a perda da força muscular, o surgimento de úlceras por pressão (escaras), trombose, prisão de ventre e pneumonia, entre outros.

"A parte física costuma ficar esquecida no tratamento dessa doença", lembra Eliane, que recomenda atenção a atividades como a fisioterapia ou a terapia ocupacional, à atividade física orientada e à nutrição adequada. Ela também ressalta a importância de um trabalho dirigido aos médicos, para que eles também orientem adequadamente os pacientes e seus cuidadores.

Quedas e equilíbrio
A pesquisa analisou 48 idosos com Alzheimer (25 na fase leve e 23 na moderada) e 40 idosos saudáveis. Além de um questionário, respondido pelo familiar, sobre quedas e atividades cotidianas, foram feitos testes de equilíbrio que simularam movimentos do dia-a-dia, como apoiar os pés no degrau, por exemplo. Em relação ao equilíbrio, os pacientes com Alzheimer na fase leve não apresentaram resultados muito diferentes dos saudáveis. Os que estavam num estágio mais avançado da doença tiveram uma maior perda de estabilidade. A capacidade de execução de tarefas diárias foi diminuindo com a progressão da doença.

O estudo comparou o número de quedas de idosos saudáveis com o de pacientes com Alzheimer: enquanto 45% dos primeiros sofreram pelo menos uma queda no ano anterior, nos com a doença o número foi de 50%. "Quedas em idosos são sempre um problema grave. Elas podem causar hematomas e fraturas, levando até a cirurgias e hospitalização. Além disso, a instabilidade e o medo de novas quedas pode aumentar a dependência, o que ainda é mais grave nos idosos com Alzheimer - já propensos a isso", explica a pesquisadora. Além disso, existe a possibilidade de evoluírem para uma depressão, por ficarem mais restritos.

Os idosos com diagnóstico de Alzheimer na fase leve apresentaram mais quedas que os na fase moderada. "Isso acontece porque eles ainda se expõem mais. Os que estão num estágio mais avançado da doença já andam sempre acompanhados e normalmente não se lembram de terem caído quando estavam sozinhos". Também é importante evitar o uso excessivo de remédios para alterações do comportamento e agressividade, comuns nesta doença. Esses medicamentos podem facilitar as quedas, aumentando o desequilíbrio e provocando grande sonolência - o que deixa o idoso menos ativo, diminui sua força muscular e traz maior dependência.

Fonte: http://www.usp.br/